31 de janeiro de 2013

Ricardo Gondim e o seu deus contingente



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Por Denis Monteiro

O mais famoso herege do séc. XXI está a cada dia mais se superando. Em seu novo artigo, baseado na tragédia que ocorreu em Santa Maria, ele disse que o ocorrido foi um ato contingente.

Ricardo Gondim define o termo "contingência" da seguinte forma:

"contingência significa que há acontecimentos desnecessários."

Ou seja, Ricardo está dizendo que tudo o que acontece não há nenhum propósito para acontecer. Seguindo este raciocínio, Gondim está dizendo que há um agente, que não é Deus, que está agindo mas com nenhum propósito para tal ação. Gondim diz que se falarmos que tais eventos são de permissão Divina e de um destino, este destino tem que ser com um "D" maiúsculo que tendem ao fatalismo, algo distinto da contingência.

Pretendo mostrar neste artigo uma refutação, em breves palavras, a essa posição que é expressa no artigo do cujo pastor. A contingência.

Será que o que ocorre na humanidade e no mundo é produzido indeterminadamente? Não!

Tudo que existe possui uma explicação para sua existência, seja necessidade de sua existência, seja em uma causa externa (Necessidade: qualidade de ou o que é necessário; causa: aquilo ou aquele que faz que uma coisa exista que determina um acontecimento).

A Bíblia mostra claramente que tudo o que existe tem um limite e se há um limite já está estabelecido o seu fim. Jó mostra claramente que o homem é criado com seus "dias determinados" e que com limites estabelecidos; Visto que os seus dias estão determinados, contigo está o número dos seus meses; e tu lhe puseste limites, e não passará além deles. (Jó 14.5). Jó, para Gondim, deve estar errado. Jó está mostrando que o homem é criado com uma determinação e com limites estabelecidos e que ninguém o pode ir além daquilo que foi determinado. Jó não crê em contingência, mas crê na regência de um Deus todo poderoso sobre todas as coisas.

Será que o Ricardo Gondim está certo em afirmar que a crenca popular "de que só se morre quando chega a hora" tende ao fatalismo é verdadeiro? Não!

Primeiramente, a teologia reformada não crê em fatalismo. Mesmo que Deus determinou todas as coisas, os Homens são responsáveis por seus atos. Posso dar um exemplo à essa possível contradição da seguinte maneira, como explica Heber Carlos de Campos em seu livro O ser de Deus e suas obras: A providência e sua realização histórica (pag. 43; Ed. Cultura Cristã). Deus havia dado alguns anos de estio à terra de Samaria e veio uma grande extrema sobre ela (1 Rs 18.2). Elias era o profeta naquela época. Deus havia determinado dar chuva para regar a terra, pois ele anunciara de antemão a Elias o seu propósito. Veja o que ele diz a Elias: “Vai, apresenta-te a Acabe, porque darei chuva sobre a terra” (1 Rs 18.1), mas o fato de saber de antemão que Deus haveria de mandar chuva, Elias orou para que chovesse (Tg 5.17-18) [...] Os planos são de Deus e na sua realização ele usa os instrumentos ou as causas secundárias.

Como foi mostrado anteriormente, Deus estabeleceu limites em tudo o que ele criou. Deus não é um relojoeiro inexperiente que fez um relógio só que agora não sabe como o consertar. Deus não é um engenheiro que criou algo que possa matar ele mesmo. Deus é um criador eternamente inteligente e tudo o que ele criou, o criou para a glória dele mesmo. Sendo assim, os Homens também foram criados com limites estabelecidos, como mostrei acima. Mas veja o que diz o salmista:

"Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir."(Salmos 139:16 - NVI).

O salmista é muito claro em dizer que antes que viéssemos a existir Deus já determinou os nossos dias e já foram escritos "e não passará além deles." (Jó 14:5).

Este mesmo Deus que determinou todos os nossos dias é "o mesmo que mata e preserva a vida; ele faz descer à sepultura e dela resgata. O Senhor é quem dá pobreza e riqueza; ele humilha e exalta." (1 Samuel 2:6-7 - NVI).

"E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação;" (Atos 17:26 grifo meu)

Para Ricardo Gondim "[a] vida será sempre imprecisa e efêmera". Mas prefiro ficar com o que diz Eclesiastes 3.1-10 "Tudo tem um tempo determinado". Ou seja, tudo tem um propósito para acontecer e se vier acontecer, veio acontecer porque Deus quis que acontecesse.

Via: Bereianos
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