26 de dezembro de 2011

Vício



Acompanhe o emocionante depoimento deste viciado em recuperação:

"Acho que tudo começou com as más companhias. No tratamento, a gente aprende que a culpa de tudo o que aconteceu é nossa. Mas, sem dúvida, as companhias influenciaram.
Eu acreditava, em minha prepotência, que podia vagar entre estes dois mundos, o saudável e o doente, sem me contaminar, sem me deixar levar.
Comecei a experimentar doses pequenas,que viraram minha porta de entrada para o vício.

Mas como, aparentemente, tudo estava funcionando, comecei a investir mais tempo e dinheiro no meu vício. Achava que quanto mais eu gastasse, mais retorno eu teria.

Eu era muito incentivado pelos que me vendiam. Cheguei até a ser convidado para vender também. Aqueles homens de fala mansa, vendendo um produto alienante, com um custo aparentemente pequeno. Eles são peritos em seu ofício de viciar os desapercebidos.

Em pouco tempo, conheci pessoas com o mesmo vício. Ìamos a lugares aonde nos juntávamos a grupos maiores. Em busca de nossos objetivos fazíamos coisas ridículas, repulsivas. Meu Deus, era inacreditável ver aquelas pessoas perdendo tudo o que tinham, inclusive a dignidade, em busca de um prazer momentâneo, algo tão vazio.
Éramos desprezados por grande parcela da sociedade, mas achávamos que eles é que estavam errados. Eles é que deviam juntar-se a nós. Eles é que não compreendiam como o sistema funcionava.

Tornei-me alguém sem auto-estima alguma. Dependia de outros para tomar qualquer decisão em minha vida. Tudo o que eu fazia era baseado no meu vício, minha vida girava em torno dele. Não conseguia mais enxergar a realidade do dia-a-dia.

E as multidões viciadas aumentavam cada vez mais. Chegávamos a tomar ruas inteiras. vagávamos como zumbis, unidos em nossa alienação e procurando contaminar mais e mais pessoas. Perambulávamos irreconhecíveis. Sombras de seres humanos que fomos em tempos que já não mais nos lembrávamos. Abandona-mos completamente a lucidez.
Mas os "vendedores" também estavam lá, anunciando os benefícios de seus produtos em alto e bom som, sem nunca, obviamente, descrever seus efeitos colaterais.
E o que vendiam era de fato atraente. Quem não quer esquecer suas dores e entrar num mundo paralelo onde nossas mazelas são curadas e tudo parece funcionar perfeitamente?

E então, quando eu imaginei estar no fundo do poço, conheci Jesus Cristo através de alguns jovens.
Eles tinham uma aparência diferente do que até então eu conhecia dos crentes.
Me falaram que o Filho de Deus era alguém simples, humilde de coração e que planejava salvar minha vida e mudar a maneira como eu enxergava o mundo.
Um amor imenso tomou conta da minha vida e assim, de fato, me converti ao Senhor Jesus.
Tenho estado em tratamento desde então.Algumas crises de abstinência bateram fortes, porque os atalhos que meu vício oferecia, são diferentes da vida proposta por Jesus e Seu Reino.
Mas com a ajuda dos irmãos tenho superado e aprendido cada dia mais sobre a vontade de Deus para minha vida.

Meu desejo é que este depoimento alcance o maior número de pessoas possível, para que elas não caiam no engano em que eu caí.
Não existem atalhos meu querido. A vida proposta por esta doença nos afugenta da realidade. Nos exclui de um convívio saudável com as pessoas. Não se deixe iludir pelas promessas de quem, em pele de cordeiro, promente mundos e fundos. Este é o meu apelo a vocês.

Meu vício? A Teologia da Prosperidade, uma maneira de enxergar o relacionamento com Deus baseado em fórmulas de toma lá, dá cá. Achar que o objetivo de Deus é me dar riquezas materiais em um mundo capitalista onde o meu próximo morre de fome enquanto eu só penso em mim mesmo.
Fuja disso, Jesus pode ajudá-lo!"

Que Deus nos ajude e abençoe.
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