25 de março de 2013

A carta que eu não queria escrever…


A carta que eu não queria escrever…
Preciosa é à vista do Senhor a morte dos Seus santos (Salmos 116:15). Glória Elisama Maia De Oliveira (1971 - 2013)
Queridos amigos e intercessores:
Espero que esta os encontre na Paz do Senhor!
Esta carta escrevo da casa de minha mãe, já no Brasil. Viajei em caráter de urgência devido ao falecimento inesperado de minha querida irmã. Depois de passar este tempo assistindo ao sofrimento das famílias Sírias, a tragédia também alcança o meu lar. A diferença, entretanto, é que minha irmã foi chamada por nosso Pai, deixando para trás um testemunho de serviço e alegria que serviu de despertamento para os que estavam longe do Reino.  No entanto, só quem já passou por esta experiência no Senhor, sabe da dor, da saudade e do consolo que o Espírito Santo dá.
Mais de 2 anos passados da guerra, percebo o quanto o mundo e o Brasil ignoram o apelo da Síria. Por ocasião da “entronização” do novo Papa, assistia-se líderes de Estado preocupados cada um com suas questões internas e conflitos de interesse, desta Instituição que detém a maior concentração de poder e corrupção do mundo – a Igreja Católica Romana.
A pequena equipe da fronteira continua servindo dentro de um contexto de demanda emocional muito grande. Além de ter de lidar com a passagem de minha irmã, preciso ser restaurada e fortalecida depois deste tempo tão intenso. Ao sair, não tive tempo de me despedir nem dos colegas e nem das mais de 100 famílias que atendemos.
O povo continua atravessando a fronteira, faminto e desesperado. Nas visitas, ao mesmo tempo em que víamos o sofrimento e as histórias de dor era lindo ver como nossa presença enchia seus corações de alegria.  Em nenhuma das visitas deixamos de orar, testemunhar ou entregar-lhes os folhetos preparados para eles. Contudo, o que mais falava aos seus corações era o amor de Jesus revelado em nós e nossas ações. No meio disto, alguns nos disseram: “Sim, eu amo Yasuu9a” (Jesus em árabe). “Eu creio n’Ele; quero ser cristão”. Para estes começa um tempo que pode ser perigoso. Há ainda muita confusão com questões teológicas que para nós parecem simples. Porém, para o que nasceu dentro do sistema islâmico, pode representar até risco de morte. Outra questão crucial é a falta de obreiros, o que impede que haja um seguimento nas visitas. Alguns estão na fase de ouvir pela primeira vez, outros já estão lendo a Bíblia, outros só recebem oração e ainda há os milhares que só podemos orar de longe. Este é sem dúvida um trabalho delicado de semeadura numa época sensível. Mas seja encorajado pela realidade de que a semente que está sendo plantada brotará. Muitas em seu devido tempo frutificarão.  Esta é minha certeza e minha paz.
Foto: Alguns dos 14 filhos de Mariam Mutaib. A comida básica das crianças e do povo em geral é o pão e no caso destes pequeninos, o pão com 1 espécie de mingau de leite. Uma das visitas da semana passada.
Foto: Alguns dos 14 filhos de Mariam Mutaib. A comida básica das crianças e do povo em geral é o pão e no caso destes pequeninos, o pão com 1 espécie de mingau de leite. Uma das visitas da semana passada.
No momento estou num tempo de luto em família. Um tempo necessário de restauração para quem acaba de chegar da “zona de guerra” e que perdeu um ente amado. Para trás, deixei amigos e equipe que aguardam ansiosos por minha volta e por novos obreiros. Como mantenho contato, vou continuar relatando da situação e dos testemunhos. Especialmente, porém, quero continuar enviando pedidos de oração. Em breve, terei mais detalhes do meu trabalho de campo. Espero que tenha tempo de visitar algumas igrejas e irmãos que me apoiaram neste tempo. Mais ainda espero poder contar com este apoio nestes dias que me seguirão até que tenha uma definição mais clara do trabalho.
Foto: A mãe do pequeno X. acima, atravessou a fronteira grávida. Sem o marido, deu à luz a criança que nasceu sem esperança de vida, com sérios problemas de coração. Levamos alguns medicamentos mas que não serão bastante para o tratamento. Situações como essa só ampliam o sofrimento da guerra.
Foto: A mãe do pequeno X. acima, atravessou a fronteira grávida. Sem o marido, deu à luz a criança que nasceu sem esperança de vida, com sérios problemas de coração. Levamos alguns medicamentos mas que não serão bastante para o tratamento. Situações como essa só ampliam o sofrimento da guerra.
Queridos, fiquem à vontade para me escrever e pedir qualquer notícia sobre o trabalho com os Refugiados. O Projeto continua e para os que ficaram os desafios são a cada dia, maiores.  Meu conselho é que mantenha seus olhos nas coisas do Alto e naquilo que a terra não poderá destruir. Nossa esperança é na Eternidade. Lembre-se disso seja qual for a circunstância que estiver passando.
Se desejar me acompanhe no facebook: www.facebook.com/raquelelana
Não deixe de ver o vídeo do trabalho e interceder pela salvação dos povos Sírios:
Ore pelo fim da guerra! Ore para que Deus supra as necessidades físicas e espirituais das famílias que deixei para trás!
De todo o coração agradeço por sua oração e apoio neste momento.
Sua irmã em Cristo,
Raquel Elana
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Trabalhando com refugiados da guerra civil na Síria. Veja este vídeo de divulgação para conhecer mais sobre nossas famílias e como desenvolvemos o serviço. Conheça também meu FacebookPara contribuições: Bradesco: Ag. 2465-1 C/C 0027504-2 | PAYPAL: worshipfree@gmail.com
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