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21 de março de 2013

Pressão política e social deve levar o pastor Marco Feliciano a sair da presidência da Comissão de Direitos Humanos

Pressão política e social deve levar o pastor Marco Feliciano a sair da presidência da Comissão de Direitos Humanos
A pressão para que o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) deixe a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) tem sido grande, e segundo informações de diversos veículos, deverá provocar a renúncia do pastor.
Segundo o deputado federal André Moura (PSC-SE), líder do partido na Câmara, Feliciano estaria cogitando a renúncia ao cargo devido às pressões de movimentos sociais e outros parlamentares.
“Não cabe mais a mim, enquanto líder, destituir o pastor Marco Feliciano. Regimentalmente, só cabe a ele tomar essa decisão. Essa possibilidade de renúncia é uma questão que ele está analisando”, afirmou Moura ao G1.
André Moura revelou uma conversa com Feliciano, em que ele teria aconselhado o pastor a pensar sobre essa possibilidade: “A gente pediu que ele refletisse. E a posição tem se mantido a mesma, de não renunciar. Mas o pedido já tinha sido feito, por mim, enquanto líder, para que ele pudesse refletir, que levasse em consideração todas as manifestações. Não só as favoráveis, que são doce para nossos ouvidos, mas também e principalmente as desfavoráveis”, disse.
O jornalista Lauro Jardim publicou em sua coluna Radar Online, na Veja, a informação de que o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) havia solicitado a André Moura que cobrasse de Feliciano a renúncia do cargo.
As informações divulgadas inicialmente davam conta que Feliciano estava decidido a encarar todas as manifestações. Porém, no início da tarde, uma nova nota assinada por Jardim sustenta que o PSC teria garantido ao presidente da Câmara dos Deputados que Marco Feliciano irá renunciar ao cargo.

Processo criminal

Parlamentares da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos estão planejando um processo contra Marco Feliciano por conta do vídeo em que ele anuncia sua “renúncia”, ironizando os pedidos dos manifestantes.
“Nós vamos entrar com uma representação criminal hoje [quarta] em relação àquele vídeo. Aquele vídeo é só o continuo de uma processo difamatório que se iniciou assim que nós começamos a defender a Comissão de Direitos Humanos. Foi iniciado um processo de difamação, sobretudo contra mim”, afirmou Jean Wyllys (PSOL-RJ).

Feminismo

As especulações sobre a renúncia de Marco Feliciano à presidência da CDHM começaram no mesmo momento em que O Globo promoveu mais uma denúncia contra o pastor. Na matéria publicada hoje no site do jornal, Feliciano é acusado de se posicionar contra as reivindicações de igualdade profissional para as mulheres.
A frase que causou polêmica foi publicada no livro “Religiões e política; uma análise da atuação dos parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e LGBTs no Brasil”, e o deputado ressalta a necessidade das mulheres exercerem seu papel de mãe.
“Quando você estimula uma mulher a ter os mesmos direitos do homem, ela querendo trabalhar, a sua parcela como mãe começa a ficar anulada, e, para que ela não seja mãe, só há uma maneira que se conhece: ou ela não se casa, ou mantém um casamento, um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo, e que vão gozar dos prazeres de uma união e não vão ter filhos. Eu vejo de uma maneira sutil atingir a família; quando você estimula as pessoas a liberarem os seus instintos e conviverem com pessoas do mesmo sexo, você destrói a família, cria-se uma sociedade onde só tem homossexuais, você vê que essa sociedade tende a desaparecer porque ela não gera filhos”, declarou o pastor. A frase está localizada na página 155 do livro, em declaração dada em junho de 2012, de acordo com O Globo.
A matéria do jornal ainda traz o depoimento do pesquisador Paulo Victor Lopes Leite, do Instituto de Estudos da Religião (Iser), que é um dos autores do estudo, e afirma que a posição de Feliciano reflete o pensamento majoritário defendido pelos integrantes da bancada evangélica.

Sessão da CDHM

A sessão de hoje da Comissão de Direitos Humanos e Minorias teve que ser encerrada sem que a pauta sobre o tratamento de pessoas com deficiência mental fosse discutida. Diversos manifestantes, ativistas gays e deputados contrários ao Pastor Marco Feliciano não deixaram que a Comissão trabalhasse nesta quarta-feira.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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