27 de março de 2013

Feliciano pede prisão de manifestante que o chamou de racista



Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, pastor Marco Feliciano (PSC-SP, ao fundo) acompanha discurso de seu colega Jean Wyllys (PSOL-RJ) no plenário da Casa


Sergio Lima/Folhapress
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, pastor Marco Feliciano (PSC-SP, ao fundo) acompanha discurso de seu colega Jean Wyllys (PSOL-RJ) no plenário da Casa

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) chegou na tarde desta quarta-feira (27) para presidir pela terceira vez a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Mais uma vez, encontrou o plenário tomado por manifestantes.
"Mantenham a calma. Eu não vou ceder à pressão. Vocês vão ficar sem voz de tanto gritar", disse aos manifestantes que gritavam e apitavam. A comissão chegou a restringir o acesso ao plenário para evitar tumultomas não adiantou e a sessão teve que ser suspensa durante cinco minutos para que os deputados mudassem para uma sala maior. A Polícia Legislativa foi orientada a recolher os apitos dos manifestantes.

Desde que assumiu a presidência da comissão, o deputado, que é também pastor evangélico, tem enfrentado protestos. Ele é acusado de ter dado declarações homofóbicas e racistas. Na semana passada, a
 sessão da CDH durou menos de dez minutos e foi suspensa devido ao tumulto. A primeira reunião sob o comando de Feliciano, no último dia 13, também foi marcada por bate-boca."Mantenham a calma. Eu não vou ceder à pressão. Vocês vão ficar sem voz de tanto gritar", disse aos manifestantes que gritavam e apitavam. A comissão chegou a restringir o acesso ao plenário para evitar tumultomas não adiantou e a sessão teve que ser suspensa durante cinco minutos para que os deputados mudassem para uma sala maior. A Polícia Legislativa foi orientada a recolher os apitos dos manifestantes.
Um manifestante chamou o deputado de "racista" e Feliciano pediu para que a Polícia Legislativa o retirasse do plenário. "Aquele senhor de barba vai sair preso daqui porque me chamou de racista", disse o deputado.
"Sou negro, pobre e gay, por isso que me prenderam", disse Marcelo Régis Pereira, que se identificou apenas como manifestante. Pereira, no entanto, não foi preso -- foi levado pela Polícia Legislativa para um local reservado na Câmara.
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