12 de março de 2013

Bispo de Joinville dom Irineu Roque Scherer fala das chances do primo se tornar papa




O conclave para a escolha de um novo papa começa nesta terça, no Vaticano, com torcidas para dois fortes candidatos brasileiros no Norte de Santa Catarina. O bispo de Joinville, dom Irineu Roque Scherer, é primo do arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, e não esconde a vontade de ver o parente no posto máximo da Igreja Católica. Em Mafra, no Planalto Norte, familiares do catarinense dom João Braz de Aviz, como o primo Tarcísio Mildenberger, também mantêm a confiança na escolha.

Para o bispo de Joinville, o primo Odilo é um dos fortes candidatos porque é “muito equilibrado” e “firme” nas decisões. Tem vastos estudos em teologia, conhece bem o Vaticano por ter estado sete anos lá e, ao mesmo tempo, não tem relação com as polêmicas que rondam o Vaticano. Também é do País mais católico do mundo e tem 63 anos, o que o coloca na faixa etária desejada para um novo papa, entre 60 e 70 anos.

— A família toda tem orado muito por ele e fica feliz só pelo fato de estar entre os cardeais que escolherão o papa. É um orgulho. Acredito que ele tem fortes chances porque vem da Igreja Católica mais viva e atuante no mundo (a brasileira) e tem todas as características para fazer as mudanças necessárias no Vaticano —, diz Irineu, em entrevista descontraída em sua casa de praia, em Itajuba, Barra Velha.

A história dos primos é muito parecida e se repete até que os dois se tornam bispos e vão para regiões diferentes do País. Naturais do Rio Grande do Sul, migraram ainda crianças ao Paraná, na década de 1950, quando os pais procuravam terras melhores para a agricultura. Odilo, Irineu e um irmão deste, Inácio, hoje pároco de Toledo (PR), cursaram os mesmos seminários e se ordenaram padres na década de 1970. O que mudava em relação a Odilo, segundo Irineu, era o comportamento dos dois.

Diferenças e inspirações

— O Odilo era muito estudioso, mas ruim no futebol e até um pouco puxa-saco de diretores do seminário —, revela Irineu aos risos.

— Eu era mais expansivo, gostava muito de futebol, fui muito tempo lateral-esquerdo nos times de seminaristas e padres. Não consegui fazer o doutorado em Roma, o que também nos distanciou mais na vida. Mas sempre tivemos próximos, e o Odilo é uma inspiração para mim e para a família.

Os dois ainda trocam algumas mensagens pela internet – Odilo é atuante no Twitter e Irineu confessa gostar do Facebook – e se veem todos os anos em encontro dos Scherer no Paraná. O último foi nos dias 19 e 20 de janeiro. Bento 16 ainda não tinha renunciado e a família nem fazia ideia que aquela pode ser a última visita de Odilo em muito tempo. Se for papa, ele não terá contato com parentes tão cedo. O sacrifício será pequeno, porém, para Irineu e família, diante da alegria de ver um primo e parente no cargo mais alto da Igreja Católica.

Expectativa em Mafra

O empresário Tarcísio Mildenberger, primo do catarinense dom João Braz de Aviz, de Mafra, outro candidato a papa, não desgruda os olhos de notícias na televisão ou na internet sobre o parente nos últimos dias.

— A expectativa é grande. A família toda está de meia em meia hora falando nisso, vendo notícias, ligada no que ocorre no Vaticano. Ter um parente na escolha do novo papa é um orgulho para poucas famílias —, afirma.

Para Tarcísio, o fato de dom João ser prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, em Roma, cargo mais alto entre os cardeais brasileiros, é um dos fatores que o tornam um forte candidato ao comando da Igreja.

— O fato de ele estar em Roma e ter estudado lá, além da humildade que eu destacaria nele, são fatores que contam muito —, avalia, sem deixar de lado a torcida pelo primo.

A última vez que os dois se viram foi em novembro do ano passado, quando dom João esteve em Mafra e foram até Curitiba para inauguração de um projeto religioso. A família já esteve no Vaticano para visitar o parente e promete voltar caso dom João seja o novo papa.

— Com certeza, vamos dar um jeito de estar lá e festejar esse grande momento para a família, para a Igreja e para o mundo —, garante.

Histórias cruzadas

As trajetórias de dom Irineu Roque Scherer, do primo dom Odilo Scherer e de dom João Braz de Aviz, de Mafra, acabaram se cruzando no seminário que cursaram, em Curitiba, na década de 1970. Da mesma forma, assim como Odilo e Irineu brincavam de rezar missa na infância, em Dois Irmãos, no Paraná, dom João e seu irmão Amauri (pároco em Brasília e atualmente internado para tratar de uma úlcera) faziam a mesma brincadeira em Mafra, a 450 quilômetros, na divisa de Santa Catarina com o Paraná.

Os passos nos estudos de dom Odilo e dom João também são parecidos. O bispo de Joinville, dom Irineu, diz que também tem expectativas pelo outro colega brasileiro, dom João, que considera um “excelente candidato”, que em sua visão conseguiu imprimir “mudanças importantes” na Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, no Vaticano, onde está há dois anos.

— O detalhe é que ele conseguiu isso instituindo a conversa, olhando nos olhos de quem está lá, atitudes de que a Igreja necessita para ser mais clara e mais próxima dos fiéis —, afirma.

Entrevista com Dom Irineu

AN – O que leva o senhor a crer que seu primo possa ser papa?
Dom Irineu – O fato de atender a critérios, o preparo, o trato humano. Li uma entrevista em que um especialista espanhol dizia que os cardeais europeus são favoritos a papa pela experiência, por serem maioria. Mas eles já deram suas contribuições. A Igreja Católica precisa de mudança para estar mais perto dos fiéis em todo o mundo. Dizem que dom Odilo é indicado para comandar a cúria por ser tradicionalista. Conheço-o bem e sei que, se ele for papa, não fará só isso, vai querer estabelecer o diálogo e melhorar o contato do Vaticano com a Igreja nos diversos países, que é o que precisamos.

AN – Como vê a Igreja Católica hoje em relação às polêmicas que enfrenta?
Dom Irineu – Tem muitos pontos a melhorar, principalmente nessa questão do diálogo, de chamar os fiéis. No Brasil, temos uma igreja viva, atuante, que chega lá nas capelinhas do interior. Na Europa, não se vê isso. Na Itália, os cardeais estão envolvidos com os problemas no Banco do Vaticano (suspeitas de lavagem de dinheiro). Nos Estados Unidos e outros países, há as denúncias de pedofilia. A sede da Igreja tem que se reaproximar desses locais, dos fiéis desses lugares, para mudar isso.

AN – O que espera do conclave?
Dom Irineu – Acredito que vamos conhecer o novo papa em poucos dias, quem sabe até o fim da semana. Não imagino um conclave longo. O importante é que o Espírito Santo preparou o novo papa mesmo antes de ele ter sido concebido. O que precisamos é rezar para que os cardeais ajudem e não atrapalhem nessa escolha.

Via: Diário Catarinense
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