16 de dezembro de 2016

Mais de 80 mil exigem libertação de pastores no Sudão: "Nosso silêncio pode ser a morte deles"

Kuwa Shamal (esquerda) e Hassan Taour estão entre os vários ministros cristãos visados pelo Serviço Nacional de Inteligência do Sudão. (Foto: World Watch Monitor)
Kuwa Shamal (esquerda) e Hassan Taour estão entre os vários ministros cristãos visados pelo Serviço Nacional de Inteligência do Sudão. (Foto: World Watch Monitor)
Pastores cristãos sudaneses estão sob ameaça de serem condenados à pena de morte no Sudão, depois de terem sido perseguidos e encarcerados há um ano, juntamente com um líder cristão sudanês e o funcionário de uma organização humanitária. Uma petição global está sendo divulgada pelo site da 'ACLJ' para livrar os pastores junto com os outros indivíduos condenados. Mais de 80 mil assinaturas já foram coletadas.
As acusações contra o Rev. Hassan Abduraheem e Rev. Kuwa Shamal surgiram quando os pastores participaram de um seminário cristão, em novembro de 2015. Rev. Abduraheem exibiu a imagem de um homem que ele está ajudando, por ter sido espancado enquanto conduzia liderava um protesto, segundo a ACLJ.
As autoridades sudanesas alegaram que como o protesto do qual homem participava era contra o atual governo, o pedido de ajudar o homem soou como insubordinação. Em dezembro de 2015, os pastores foram presos, juntamente com o líder cristão Abdelmoneim Abdelmoula e o trabalhador humanitário checo Petr Jasek.
O Serviço Nacional de Segurança de Inteligência do Sudão (NISS) alegaram que Jasek pretendia conspirar contra o governo sudanês ao lançar um filme que critica o atual regime. Estas alegações do NISS foram refutadas, quando a defesa de Jasek explicou que as atividades do funcionário no Sudão são exclusivamente para fins humanitários, que ajudaram os cristãos perseguidos pelo governo.
Durante as audiências do julgamento, o promotor publicou fotos e vídeos do laptop de Jasek, mostrando as quatro pessoas condenadas que ajudam um jovem estudante, Ali Omer, que foi espancado e teve seu corpo gravemente queimado, por causa de um gás lacrimogêneo, lançado em um protesto na Universidade Alzaiem Alazhari. As imagens usadas contra os condenados foram exibidas para falar da "propaganda negativa sobre o governo sudanês".
"Eles são acusados ​​de basicamente tudo: espionagem, minar o regime atual e repassar falsas informações sobre o governo do Sudão. Todo tipo de coisas que, se elas forem consideradas culpados de tudo, poderiam realmente ser condenados com a pena de morte", disse Todd Nettleton, representante da organização cristã 'Voz dos Mártires'.

Esperança

Os pastores Abduraheem e Shamal têm esperanças que a comunidade internacional possa intervir no caso, uma vez que a petição pode chamar a atenção de outras nações sobre a possibilidade do governo sudanês avançar com a pena de morte. Isso de fato é possível, considerando casos anteriores, como o dos pastores Yat Michael Ruot, Peter Yein Reith e da cristã Mariam Ibraheem, que foram libertados e absolvidos da pena de morte, devido a mobilizações internacionais.
"O governo sudanês é sensível ao tipo à forma como eles são percebidos no mundo e assim, quando eles recebem milhares de cartas e assinaturas dizendo: 'Ei, vocês não deveriam colocar essas pessoas em julgamento', isto realmente faz a diferença. Nós já vimos isso no passado e espero que nós vejamos o mesmo acontecer neste caso, também", disse Nettleton.
O atual presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, prometeu um estado islâmico a seu povo após a separação do Sudão e do Sudão do Sul em 2011. Ele afirmou que vai reformar a atual Constituição e substituí-la por outra que esteja próxima da Sharia. Ele também foi acusado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, crimes de guerra e genocídio.
Após a independência do país, ele tomou turno para o pior para os cristãos. As igrejas foram demolidas desde que as forças internacionais que estavam protegendo os cristãos diminuíram após 2011. Em 2013, a construção de igrejas não é permitida e em 2015, a liberdade religiosa é restringida ainda mais como cristãos foram presos, acusados ​​e perseguidos.

Via: Guiame
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