20 de fevereiro de 2010
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Pecados óbvios, pecados sutis
Os pecados que enfrentamos nos primeiros anos de nossa fé, se não são facilmente resistidos, são, pelo menos, facilmente reconhecidos. Se eu matasse um homem, reconheceria meu erro. Se eu adulterasse, pelo menos teria o bom senso de não o anunciar. Se eu roubasse, iria esforçar-me diligentemente para não ser descoberto. Os chamados "pecados menores", os pecados da carne como foram outrora categorizados, são óbvios, e não existem apenas na comunidade religiosa, mas também na comunidade civil que protesta contra sua proliferação. Os pecados maiores, "os pecados do espírito", não se discerne tão facilmente. O diagnóstico é difícil. O que será esse arroubo de zelo? Obediência enérgica ou presunção humana? O que será essa confiança exuberante? Santa ousadia inspirada pelo Espírito Santo ou arrogância alimentada por um ego ansioso? O que será essa liderança agressiva? Fé corajosa ou auto-exaltação? E este pregador subitamente importante, com uma grande legião de seguidores apaixonados? Será ele um descendente espiritual de Pedro com seus cinco mil convertidos arrependidos ou de Arão, satisfazendo o desejo de suas dezenas de milhares com danças e cânticos religiosos em volta de um bezerro de ouro?
Não é fácil dizer. Nem um pouco fácil. Em nenhum outro lugar o engano é mais comum do que na religião. E as pessoas mais sujeitas ao engano são os líderes. Aqueles que enganam outros, enganam primeiramente a si, pois não muitos, eu acho, começam com um propósito maligno. O Diabo, afinal, é um ser espiritual. Seu modo comum de tentação não é por meio de um mal óbvio, mas por meio de um bem aparente. A forma mais comum de adoração inspirada pelo Diabo não ocorre furtivamente, com rituais de magia negra e galinhas decapitadas, mas sob as luzes brilhantes da aclamação e glória, acompanhada por belas músicas ao órgão.
Eugene Peterson
In: A vocação espiritual do pastor
Fonte: Cinco Solas
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