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"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim." – Jo 15.18

30 de abril de 2010

Carta ao apóstolo Jacinto Milagres.


Prezado Jacinto Milagres ,

Fiquei sabendo que você se tornou um dos mais novos profetas da prosperidade. Ao receber a notícia fiquei pensando com os meus botões o que aconteceu àquele homem destemido que combatia as doutrinas heréticas da confissão positiva. Lembro que até pouco tempo era possível vê-lo na TV combatendo as heresias provinientes destes profeteiros da mentira.

Prezado Jacinto, para minha tristeza, também descobri que você foi ungido apóstolo e que agora advoga para si uma nova e poderosa unção da parte de Deus, vendendo aos seus seguidores as bênçãos de prosperidade.

Prezado pastor, ou devo chamá-lo de suprema autoridade apóstolica? Não sei se você lembra, mais no dia 10 de julho do ano passado o mundo comemorou 500 anos do nascimento de João Calvino. Aliás, imagino que você nunca tenha ouvido falar do famoso reformador francês, até porque, se tivesse conhecido um pouco de sua história, talvez não estivesse ensinando em seu púlpito absurdos como a teologia da prosperidade.

Caro Jacinto, diferentemente de você que fundamenta suas doutrinas em seu próprio umbigo, Calvino considerava a Bíblia como a base final de todas as suas idéias. Suas pregações em vez de sensacionalistas e manipuladoras estavam repletas de verdades bíblicas. Isso sem falar é claro, que em nenhum momento da sua vida o reformador francês usou da Palavra de Deus para tirar dinheiro do bolso do povo.

Prezado Jacinto, Calvino ao contrário de você pregava com eloquência e sabedoria. Ele chamais usava no púlpito os chavões típicos do evangeliquês apostólico. Na verdade, toda vez que subia a plataforma ele pregava com graça, inteligência e sabedoria. Quando pregava o Novo Testamento o fazia sobre o original grego, quando pregava sobre o Antigo Testamento, usava o original hebraico. Todavia, para você teólogo da opulência, isto é um verdadeiro absurdo não é verdade? Até porque, segundo aquilo que você crê a letra mata e a teologia enterra.

Imagino que ao ler esta carta você esteja me amaldiçoando, falando que eu tenho inveja da sua prosperidade e que eu vou pagar caro por ter tocado no ungido do Senhor.

Caro Jacinto, lamento lhe informar, mas sua teologia esquizofrênica não me assusta nem tampouco me amedronta.

Diante de tudo o que foi exposto nesta pequena carta, rogo encarecidamente que se arrependa dos seus pecados abandonando definitivamente aos pés da cruz de Cristo as heresias que descaradamente tem disseminado.
NEle que é o Justo juiz!

Renato Vargens

1 comentários:

  1. Parabéns ao Renato Vargens por sua coragem. Não sei se sua carta foi realmente lida, mas o alerta foi dado. O caso do Jacinto é um dos muitos casos de pessoas que se comportam muito bem quando estão no anonimato mas que se corrompem quando estão "por cima da carne seca". Ou seja, empinou o nariz, o poder e o sucesso subiram à cabeça dele. Igual acontece atualmente com o Malafaia.
    Felizes são aqueles que conseguem resistir ao assédio do mundo, da carne e do diabo e se mantêm fiéis à sã doutrina, sempre melhorando no Senhor. "E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será salvo" (Mateus 10:22).

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