16 de junho de 2012

Teologia agrícola das sementes do Malafia.



Estou cismado com essa teologia agrícola pregada em alguns púlpitos brasileiros onde tem uma regra “matemático-financeira-economica” que investimos umas sementes para colher mais na frente tipo uma espécie de investimento.
Juntando isso a teologia da prosperidade, temos uma relação toma lá da cá com Deus, eu dou meu dizimo ou a minha oferta e Deus tem por obrigação abençoar-me financeiramente. Entenda benção financeira como muito dinheiro, bens de valor e etc, com testemunhos pirotécnicos. Tenho acompanhado o programa do Psicólogo e Pastor Silas Malafia ( não tenho problema em citar nomes nem muito menos acho isso antiético) e a sua empreitada em legitimar a busca  frenética  por bênçãos materias no meio do povo evangélico. Com seu jeitão nada convencional e sua pouca temperança nas palavras usas para tratar os seus “desafetos” os Silas vem dedicando programas ao sábado para tentar justificar a teologia da prosperidade a luz da Biblia e desafiando os blogueiros de plantão a refutá-lo biblicamente.
Confesso que não sou nenhum teólogo, nem pastor, nem me considero um defensor da apologética, mas não precisa ser nenhum doutor em divindade para olhar atravessado para as teorias do Sr. Malafaia. Hoje 16/06 comecei a acompanhar uma de suas pregações sobre prosperidade e observei algumas perolas ditas pelo nobre: em um dado momento ele afirmou que o que vivemos hoje são reflexos das sementes plantadas no passado, pelo que entendi então se vivo financeiramente bem hoje é porque plantei no passado, ou então, se tudo vai bem na minha vida é porque plantei (investi meu dizimo ou oferta em algum ministério ou igreja) muito no passado. Bem, gostaria de perguntar ao Silas quais foram as sementes plantadas pelo Ap. Paulo durante todo seu ministério para acabar abandonado por quase todos e ainda dizer "combati o bom combate, encerrei a carreira e guardei a fé" acho que o Paulo não plantou boas sementes né silas pra acabar assim? Faz-me rir Silas!
Não sou defensor da “teologia da miserabilidade”, mas creio que os ensinamentos deixados por Cristo não dão nenhum fundamento para essa busca desenfreada pela prosperidade.
Ao invés dessa teologia torta eu prefiro:
·         Depender do pão nosso de cada dia nos daí HOJE; Mateus 6,11;
·         Aprender a viver no pouco e no muito, na fartura e na escassez; Filipenses 4,12;
·         A glorificar a Deus mesmo nas situações adversas; Habacuque 3, 17-18;
·         A depender da graça infinita; 2 Corintios 2,19;
·         Saber que nada me faltará; Salmos 23,1;
·         Viver com o necessário; Provérbios 30, 7-9;
Tenho plena convicção que o que me atraiu ao evangelho não foi às bênçãos e sim o sacrifício da Cruz. Cristo quando morreu na Cruz já fez tudo que era necessário para minha vida, isso pra mim é a maior prosperidade possível para o homem. Não adianta Silas usar de subterfúgios nas suas pregações para me convencer, pode gritar, pode fazer cara de espiritual, pode me chamar de recalcado, eu jamais vou querer beber dessa sua fonte (Mike Murdock e Cia), prefiro os testemunhos de prosperidade deixados pelo Ap. Paulo. Por não concordar com essa teologia esdrúxula não me torna Sr. Silas uma pessoa com dificuldades em dar o dizimo ou oferta conforme afirmado na sua pregação. O ato de ofertar faz parte da minha vida cristã, mas não faço isso como moeda de troca ou barganha com Deus, bem sei com posso ajudar financeiramente e fazer a diferença na localidade onde minha igreja tem por obrigação de ser relevante e não apenas captar dinheiro com falsas promessas.

Sim, eu amo a mensagem da Cruz...não, não amo essa prosperidade pregada pelo Silas Malafia e outros.

Ronivaldo Brandão
Apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco...aprendendo a depender da graça de Deus.
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Um comentário:

  1. Se todos os discípulos falaram sem pudor o nome e se desse até o sobrenome de quem faz o q é errado, imagina nós! Temos o mesmo espírito e a mesma autoridade! Glórias a Deus e q esses falsos profetas da teologia da mini fazenda do Orkut paguem caro!

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