2 de fevereiro de 2017

Jovens deixam carreira para servir como missionários em tribos indígenas, no Tocantins

O impacto da iniciativa nessas localidades pode ir além das comunidades atendidas. (Foto: ASN).
O impacto da iniciativa nessas localidades pode ir além das comunidades atendidas. (Foto: ASN).
De lugares distintos, 29 jovens missionários deixaram seus empregos, cursos acadêmicos e carreiras para se importar com o próximo. Eles chegaram ao Tocantins no dia 29 de janeiro para atuar como missionários em aldeias e comunidades locais. O grupo faz parte do “Um Ano em Missão”, um projeto que está acontecendo nos cinco Estados abrangidos pela União Centro-Oeste Brasileira (Ucob), região administrativa da Igreja Adventista, de forma simultânea.
Divididos em três equipes, o grupo deverá ajudar nativos karajás, apinajés e xerentes na Ilha do Bananal, Tocantinópolis e Tocantínia. Na cidade de Tocantínia, além de prestar apoio à comunidade local por meio de serviços assistenciais, existe um objetivo maior ainda: plantar uma igreja.
Apesar de terem histórias diferentes, os missionários têm o mesmo objetivo: servir. Todos eles abandonaram emprego, faculdade e até sua família para passar um ano inteiro servindo à comunidade pregando o Evangelho.
É o caso da estudante Loise de Moraes que deixou as aulas de Publicidade e Propaganda, em Várzea Grande, (Mato Grosso), para participar do projeto em Tocantínia, localizada a 85 quilômetros de Palmas. A cidade tem pouco mais de sete mil habitantes.
A jovem conta que havia trancado seu curso, mas que depois de realizar o treinamento para o trabalho missionário, ela tomou outra decisão. “Estou deixando o curso. Não volto mais. A partir de agora quero algo na área de saúde para ajudar na missão”, disse.
De ex-interno a missionário
Outro caso intrigante é o de Wilson Lima, um ex-interno da Fundação Casa, em São Paulo. Ele afirma que conheceu a igreja adventista por meio de um grupo que fazia trabalhos na instituição. Quando ele saiu de lá, foi batizado e se mudou para o Mato Grosso do Sul. Foi ai que decidiu participar do projeto.
Para ele, o trabalho missionário é muito mais que um novo rumo. “É uma oportunidade de levar a outras pessoas a mensagem que me ajudou a mudar de vida. Através do nosso trabalho, queremos levar muitas pessoas para Cristo”, ressalta.
De acordo com o pastor Joni Roger, coordenador do “Um Ano em Missão”, o impacto da iniciativa nessas localidades pode ir além das comunidades atendidas. “Nós acreditamos que essa juventude pode influenciar a Igreja como um todo, assim como as ondas de uma pedra jogada no lago que se propagam”, pontuou.
“Poucas pessoas influenciam tanto quanto um jovem motivado e focado”, finalizou. Até dezembro, 164 voluntários estarão divididos em 17 equipes que atuarão em 16 localidades do País, e uma em São Tomé e Príncipe, na África.

Via: Guiame
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