18 de fevereiro de 2013

Confira a entrevista de Ariovaldo Carlos Jr., criador da Bíblia Freestyle, a Palavra de Deus contextualizada

Pastor Ariovaldo Carlos Jr. fala sobre a contextualização das Escrituras Sagradas na 'Bíblia Freestyle'. "Precisamos encontrar quem serão os contadores de parábolas do Século XXI. Esta é a minha luta"

Fonte: Guiame
'Um capítulo por dia. Todos os dias. Na linguagem que você fala.' É assim que Ariovaldo Carlos Júnior tem publicado as Sagradas Escrituras de forma inovadora, chamada Bíblia Freestyle.
Ele tem 33 anos, é pastor da Igreja Manifesto, e acredita que jargões religiosos não fazem sentido para a maioria das pessoas. "Isto nos segrega culturalmente e é a coisa mais estúpida que poderíamos fazer. Atrapalhamos a compreensão do Evangelho. Jesus não pegava leve."
 
Lançada recentemente na web, a Bíblia Freestyle está, até hoje (18 de fevereiro), no capítulo 21 de Mateus e ainda há muitas páginas a serem contextualizadas. Além disso, novos recursos para integração com redes sociais e aplicativos para celulares vêm por aí.
 
Como o próprio Ariovaldo já devia imaginar, não faltam críticas e acusações quanto ao projeto, mas, ao mesmo tempo, sobram elogios e testemunhos.
 
Em entrevista exclusiva ao GUIAME, Ariovaldo Carlos Júnior explicou melhor a ideia da Bíblia Freestyle, falou sobre as críticas e reafirmou a importância do projeto para alcançar vidas para o Reino de Deus. Confira:
 
 
ariovaldo juniorGUIAME: Como surgiu a ideia de contextualizar o Novo Testamento de forma que os jovens entendam, de primeira, o que está escrito?
 
Ariovaldo Carlos Jr.: A contextualização, na verdade, faz parte da vida da gente. Quando contamos uma história da Bíblia para alguém nas ruas, não usamos as mesmas palavras (até por que ninguém decora o texto na íntegra). Mas repetimos as mesmas coisas com nossas próprias palavras. A ideia então não foi nova. Apenas tive coragem de registrar isto por escrito.
 
GUIAME: A ideia é continuar a Bíblia Freestyle até concluir o Novo Testamento inteiro?
 
ACJ: Inicialmente era esta a ideia. Mas muitos amigos se ofereceram para colaborar com o projeto, o que viabilizou outras oportunidades. Já tenho outro pastor me auxiliando com a produção dos textos e também um designer preparando uma cara nova para o site. Novos recursos também serão implementados em breve, como aplicativo para celulares e integração mais ativa com redes sociais. O desejo agora é publicar toda a Bíblia, concluindo o Novo Testamento até Julho de 2013, e a Bíblia toda até Março ou Abril de 2014.
 
GUIAME: Não acha que algumas expressões atuais são fortes demais para serem colocadas como palavras ditas por Jesus e por Deus?
 
ACJ: Dizer que não tenho pudor ao usar as expressões, é um exagero. Claro que tenho temor em exagerar. Mas falar "cagada" ao invés de "pecado", considero inofensivo demais para ser levado a sério. É como as pessoas no mundo real falam. Infelizmente, nós, cristãos, preferimos utilizar jargões religiosos que não fazem muito sentido pra maioria das pessoas. Isto nos segrega culturalmente e é a coisa mais estúpida que poderíamos fazer. Atrapalhamos a compreensão do Evangelho. Jesus não pegava leve. Quem estuda um pouco da tradição dos Judeus, percebe que algumas de suas atitudes eram mais ofensivas do que suas palavras. E em outros momentos vemos vários exemplos de expressões fortíssimas, que se fossem contextualizadas, seriam muito agressivas. Por exemplo: "raça de víboras" em Mateus 23:33, ou "parede esbranquiçada" em Atos 23:3.
 
GUIAME: O que o pastor Ariovaldo Carlos Júnior tem a dizer aqueles que o condenam de estar 'brincando' com algo sagrado?
 
ACJ: Este material não é para vocês. Apenas tomem cuidado quando oram pra Deus realizar a vontade de vocês, ao invés de orar para que a vontade dEle seja feita. Quem ora assim é macumbeiro evangélico. Se algum dia eu disse algo que realmente seja herético, espero que atirem em mim. Pra matar. Desejo, sinceramente, que não façam o mesmo que têm feito com os pregadores mentirosos que estão na TV falando coisas que Deus nunca prometeu. Estes, sim, estão brincando com coisas sagradas, explorando pessoas, enriquecendo às custas do Evangelho e com certeza não têm parte alguma no Ministério de Jesus. Quem abaixa a cabeça pra esta corja, não tem moral algum pra criticar o trabalho que faço. Acordem, irmãos! Não deixem este falso evangelho tomar conta das Igrejas!
 
GUIAME: O site do projeto está cheio de comentários com elogios e testemunhos de jovens que voltaram a ler a Bíblia. Eles o impulsionam a levar a ideia adiante?
 
ACJ: Com certeza. Aliás, este é o combustível! O que era um hobby, agora ficou sério devido a proporção que tomou. Se pessoas estão sendo desafiadas a aprenderem mais sobre Jesus e seu Reino, então os frutos deste trabalho são bons. Obviamente isto só está sendo possível por que decidi ser completamente fiel aos fundamentos da Palavra de Deus. Tem muita Bíblia por aí que é aplaudida (como a da Vitória Financeira, por exemplo), que embora seja conservadora em suas palavras, possui comentários adicionados ao texto que são extremamente prejudiciais ao leitor. Aquilo sim deveria provocar revolta nos cristãos, mas isso não acontece por que parece que somos um povo que leu mas não entendeu as Escrituras.
 
GUIAME: Acredita que em ministérios jovens falta essa contextualização ao tratar os diversos assuntos que envolve o dia a dia da galera e a vida com Deus?
 
ACJ: Se não formos capazes de trazer à realidade as coisas espirituais, então não adianta nada chamar o trabalho de "ministério". Espiritualizar as coisas carnais é burrice. Não funciona e não revela o amor de Deus e a salvação em Jesus Cristo. Sem contextualização, as pessoas não percebem como o Evangelho traz valores que devem ser vividos na prática. Jesus era mestre em utilizar elementos da cultura cotidiana para contar histórias fantásticas. Precisamos encontrar quem serão os contadores de parábolas do Século XXI. Esta é a minha luta.
 
GUIAME: Quem é o Ariovaldo Carlos Jr., além de "Pastor, analista de sistemas, palestrante desmotivacional, autor de 3 livros inacabados, marido preguiçoso, pai inexperiente, cristão buscando melhorar sua conduta e brasileiro que não desiste nunca" ? (Descrição encontrada em sua rede social)
 
ACJ: Agora eu sou autor de apenas dois livros inacabados! Um está em processo de diagramação (chama-se "666 perguntas que seu pastor não responde"). Completo 34 anos agora em 2013. Sou casado, tenho um filho de dois anos, sou pastor de uma Igreja que é jovem (apenas 10 anos) chamada Manifesto - www.igrejamanifesto.com.br (Ministério Sal da Terra), mas não me considero um pastor de jovens. Gostamos de viver com pessoas de verdade, com problemas de verdade. Então repartimos o que Deus tem nos dado com cada um que tem sido chamado a viver junto. Gosto de pensar que nosso ponto forte é a PREGAÇÃO do Evangelho. Aquela velha pregação que gerava pessoas verdadeiramente livres. Não sou chamado para pregar por que sou engraçado ou por que tenho tatuagens. Sou chamado porque acredito que o Evangelho dói como um chute com os dois pés no meio do peito, mas é a salvação para todo aquele que crê no Senhor Jesus Cristo. 
 
 
Igreja Manifesto

por Juliana Simioni
GUIAME.COM.BR

Fonte:http://www.guiame.com.br/noticias/gospel/mundo-cristao/confira-entrevista-de-ariovaldo-carlos-jr-criador-da-biblia-freestyle-palavra-de-deus-contextualizada.html
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Um comentário:

  1. A quantidade não significa, santificação à Bíblia nos diz: somente um restante ou resto será salvo. Embora esse resto seja grande, é certo que será especial. Acho muito inoportuno o que esse suposto-pastor está fazendo com a Sagrada Escrita. Deixo a pergunta no ar: O sagrado não é para ser santo?

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