4 de fevereiro de 2013

[Pausa] Homossexualidade e Igreja. Você já parou pra pensar (direito)?




IMPORTANTE: Antes de ler esse post com todos os conceitos de textos cristãos que você já leu, saiba: em momento algum eu fui contra a homossexualidae; em momento algum eu afirmei para onde vão os homossexuais; e em momento algum eu coloquei em xeque ou disse o que é certo e o que é errado. Discussões serão extremamente bem-vindas, xingamentos serão ignorados solenemente. Eu não só posso como devo estar errado em algum (ou muitos) ponto(s). Por favor, se tem algo a acrescentar, faça-o. Eu quero aprender (juro).



A maior guerra travada com os evangélicos é sobre o homossexualismo ser pecado. Eu fiz esse post separado porque a questão é um pouco maior e mais problemática – e todas as consequências que o assunto traz.




Existem várias hipóteses sobre o homossexualismo e o surgimento deste (inclusive já me meteram numa discussão dessas colocando palavras na minha boca). Eu vou separar duas dessas hipóteses, e depois mostrar que o surgimento da homossexualidade/ismo não faz a menor diferença quando se tem o foco certo na Palavra:

1) A homossexualidade é genética? – a homossexualidade é uma pré-disposiçã, assim como a cor de pele, e tentar forçar a heterossexualidade das pessoas é ir contra a natureza.
Argumentos pró: Existe homossexualidade entre os animais (ok, mas o suposto homossexualismo no reino animal é na verdade um bissexualismo, não só homo); a orientação sexual pode ser definida no útero (não é uma predisposição genética, porque parte de algo externo (anticorpos da mãe) influenciando o interno (feto), e não o feto que por si só surgiu com essas características)

2) A homossexualidade é fenótipa? (desenvolvida através da interação dos genes com o meio externo – ambiente, sociedade, etc)
Argumentos pró: O DNA humano foi mapeado e não se encontrou nenhum gene responsável pela orientação sexual (o que não quer dizer nada, existem várias funções dos genes que ainda não encontramos e provavelmente nunca iremos conhecer); a maioria dos homossexuais foi abusado/violentado em algum período da sua vida (existem pessoas que nunca sofreram abusos tradicionais mas mesmo assim se descobriram homossexuais.

Não, não existe resposta para isso ainda. Ninguém consegue dizer com certeza porquê existe a homossexualidade, e é uma questão que eu não vejo muito a necessidade da igreja se preocupar. Consideremos:
Se a homossexualidade for genética, como a igreja deve lidar? Ora, não sei se vocês conhecem, mas descobriu-se a uns anos um gene que é o responsável pela obesidade. A diabetes também é uma doença. Sabe como se faz para lidar com o temido gene da obesidade para não recair na gula (que é pecado)? Pratica-se exercícios e luta-se contra ele. A obesidade é algo genético e é algo que, segundo o cristianismo, não só pode, como deve ser evitado (apesar da Ana Paula Valadão falar besteira, precisamos realmente cuidar do nosso corpo – isso demonstra muito sobre nós), mesmo sendo genético. Seria então o portador do gene da obesidade e o portador do gene da homossexualidade pessoas que sofrem com maldições, fruto de uma divindade injusta e sádica? Claro que não! Paulo mesmo alertava sobre o espinho na carne – e essa passagem nunca poderia ser mais literal que agora.
Se a homossexualidade surgir/se desenvolver, assim como outros hábitos, seja por influência cultural, ambiental ou de qualquer outro modo, ela não é uma característica inalienável da pessoa, assim como outros fatores psicológicos. Uma criança calma pode se tornar um adolescente agressivo, e com o devido tratamento, aprender a lidar com a raiva – assim como uma pessoa desorganizada pode se tornar meticulosa; uma pessoa sem autoconfiança pode chegar até a dar palestras sobre autoestima.

Não existe porque a Igreja tentar imiscuir nesse debate proposto pela ciência (e as consequências disso, eu já falei num texto sobre Igreja e as ciências), mas apenas fazer o seu papel: aceitar a todos, e ajudá-los a serem o seu melhor. Se o homossexual se sentir constrangido na sua homossexualidade, ele vai procurar ajuda nossa, e vamos orar por ele, e viver mais ainda próximos dele. Até que ele decida e tome uma atitude pessoal, entre ele e Deus sobre o que quer fazer.



Não existe pessoa alguma que possa te convencer de que uma atitude sua é certa ou errada. Você faz isso internamente, e só você, numa crise, pode escolher o caminho que quer seguir. Todo o resto de discussão cristã que passar disso é bobagem.


Fonte:http://ikkei.com.br/abigobaldo/?p=1596
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